sexta-feira, 30 de junho de 2006

Sem dúvida uma construção polémica

Caros cidadãos, a propósito da construção de uma infra-estrutura perto das Piscinas Municipais, venho por este meio salientar o meu desagrado para com tal situação, pois considero que o interesse de privados, está a prejudicar um bem comum, ou seja, as nossas Piscinas Municipais. Na qualidade de cidadão, comprei numa feira do livro em Lisboa, um rico livro relativo a toda e qualquer legislação autárquica, entre as quais consta a POLÌTICA DE ORDENAMENTO, ou seja, política de ordenamento do território. Uma vez que o Sr. Engenheiro Agnelo me disse, que esta obra na zona das Piscinas Municipais se tratava apenas de um mero cumprimento Legislativo Autárquico, segundo o qual, eu tenho muitas dúvidas, não da intenção da intenção da Câmara Municipal, mas do conhecimento que os seus responsáveis terão em relação a algumas leis relativas ao ordenamento do território. Numa parte do livro existe um subtítulo assim “ Dever de ordenar o território” e a seguir a este titulo diz – “O Estado, as regiões autónomas e as autarquias locais devem promover de forma articulada, políticas activas de ordenamento do território e do urbanismo, nos termos das suas atribuições e competências dos respectivos órgãos, de acordo com os interesses públicos e no respeito pelas liberdades e garantias dos cidadãos. (as competências nestas matérias de ordenamento do território, estão, no caso de Portugal continental, no Estado e nas Câmaras Municipais, por isso, a menos que o governo tenha autorizado a construção daquele prédio ali, a responsabilidade daquela obra está nas mãos da Câmara Municipal, pois naquele caso, as piscinas são do interesse público, e como é normal, a falta de privacidade nas piscinas, que todos os mangualdenses pagaram, também são. Por isso, esta obra pode ser impugnada em Tribunal e até anulada pela Câmara Municipal, desde que ela assim o entenda)
Mais a baixo, o livro tem um outro subtítulo que diz”Princípios Gerais” (princípios gerais do ordenamento do território), a política de ordenamento do território e de urbanismo obedece a princípios gerais de:
A) Sustentabilidade e solidariedade intergeracional, assegurando a transmissão às gerações futuras de um território e de espaços edificados correctamente ordenados. (a meu ver a construção do novo prédio não zela: pelas gerações vindouras, pois as piscinas vão perder qualidade com a construção do edifício ali, e a paisagem também perde muita beleza, a pesar até o facto de o prédio até ter muita beleza, mas não a suficiente para aquela zona, pois trata-se de uma zona de grande beleza natural, a vista para a serra, apesar da várias construções existentes naquele local, embora nenhuma delas com a altura do prédio).
B) Economia, assegurando a utilização ponderada e parcimoniosa dos recursos naturais e culturais. (economicamente a obra não é boa, pois as piscinas vão perder clientela dada a sua falta de privacidade, o que é mau para as finanças da Câmara, que já não têm grande saúde financeira. Quanto aos recursos culturais estes perdem muito com esta nova obra, pois as piscinas são um recurso cultural, quer queiramos, quer não, ir à piscina é lúdico, cultural e até desportivo).
C) Coordenação, articulando e compatibilizando o ordenamento com as políticas de desenvolvimento económico e social, bem como com as políticas sectoriais com incidência na organização do território, no respeito por uma adequada ponderação dos interesses públicos e privados em causa. (este é um dos pontos onde parece que não estou de acordo com a Câmara, pois eu não sou a favor da construção do prédio, mas sim a favor de construção de moradias, o que economicamente não é bom para o proprietário, o que eu lamento. Penso que nenhuma obra pública deve ser prejudicada por causa do interesses de alguns, é neste ponto que a obra pode ser impugnada).
D) Subsidiariedade, coordenando os procedimentos dos diversos níveis da administração pública, por forma a privilegiar o nível mais próximo decisório mais próximo do cidadão. (qual é que é o nível mais próximo do cidadão no caso de este imóvel a construir? É obviamente a Câmara Municipal, ou um cidadão vai pedir ao Governo para construir um prédio.)
E) Participação, reforçando a consciência cívica dos cidadãos através do acesso à informação e à intervenção nos procedimentos de elaboração, execução, avaliação e revisão dos instrumentos de Gestão territorial. (vejam bem a longitude deste artigo, trata-se de um artigo alusivo à participação dos cidadãos no ordenamento do território, que é o que estou a fazer. Cabe à Câmara Municipal informar os mangualdenses, sobre as políticas da ordenamento do território, pois a lei assim o diz, embora esta possa caber também ao Governo, mas neste caso a obra é da responsabilidade da Autarquia, por isso, esta tem de informar. Recordo até, que tenho sido mal informado relativamente à política de ordenamento do território, embora hajam cidadãos interessados pelo concelho que o façam, a quem eu agradeço, no caso desta obra, o Mocho)
F) Responsabilidade, garantindo a prévia ponderação das intervenções com impacto relevante no território e estabelecendo o dever de reposição ou compensação dos danos que ponham em causa a qualidade ambiental. (como é sabido, naquela zona a qualidade ambiental está a baixar dadas as enumeras construções naquela área, e esta nova obra tem um impacto relevante naquela zona, o que poderá fazer com que vários cidadãos, peçam compensações pelos danos causados, embora remota possa parecer essa hipótese.
Mais a baixo o livro tem mais um subtítulo que diz”Objectivos do ordenamento do território e do urbanismo”.
1- O ordenamento do território e o urbanismo prosseguem objectivos específicos consoante a natureza da realidade territorial subjacente, promovendo:
A) A melhoria das condições de vida e de trabalho das populações, no respeito pelos valores culturais, ambientais e paisagísticos. (esta obra não melhora as qualidades de vida em geral e no caso da paisagem, esta não está a ser preservada, pois trata-se de um "mamarracho", num belo local).
B) A distribuição equilibrada das funções de habitação, trabalho, cultura e lazer.
Desculpem, mas não posso estar de acordo com a Câmara neste ponto, ainda que até queira, havendo no entanto a possibilidade de a lei ter sido alterada, e eu não ter tido acesso a ela, e nessa medida, a Câmara pode estar correcta. Muitas das leis citadas anteriormente fazem-me muito sentido, e penso que mesmo que possam ter sido alteradas, não poderão estar muito diferentes. Não venho por este meio fazer qualquer tipo de oposição, apenas salvaguardar um interesse público em Mangualde, pois nos dias de calor um mergulho até à hora de jantar, é uma coisa que não deixo de fazer.
Os maiores cumprimentos

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Jantar de apoio a João Tiago Henriques


Caros Jovens Socialistas e simpatizantes:
o nosso camarada e amigo João Tiago Henriques, é candidato a Secretário Geral da Juventude Socialista, como já o tinhamos anunciado há algum tempo atrás!
Com o orgulho e solidariedade para com a sua candidatura, a concelhia da Juventude Socialista de Mangualde, resolveu mostrar um pouco da sua gratidão pelo trabalho desenvolvido ao longo destes anos... Oferecer um pequeno tributo... símbolo de uma grande amizade!
Espero que possas comparecer a este jantar de apoio, que será realizado no próximo dia 8 de Julho, no Café Moderno pelas 20 Horas.
Comparece! Não deixes de mostrar o teu apoio a um Mangualdense empenhado nos problemas do nosso concelho e do nosso país .
*
Saudações S ocialistas
***
***
***

Marcações: 91 4862331, 966349329 - Vanda Coelho.
O preço do jantar: 10 Euros.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Doenças à venda

Segundo consta, um jornal britânico adquiriu o vírus da varíola pela Internet, e também ao que parece com grande facilidade. A firma que vendeu este vírus de grande capacidade infecciosa, para o qual nem sequer somos vacinados, uma vez, que a varíola é uma doença epidémica nos países africanos, mas não no Mundo Ocidental. Curioso é o facto de não haver qualquer controlo por parte de autoridades nacionais, ou até mesmo internacionais, a este tipo de comércio, que a todos pode por em perigo; pois ao que sei, esta é uma doença de transmissibilidade fácil. Enfim, parece ser sem dúvida um caso de negligência por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), derivado claro, a um desconhecimento da situação. A OMS é a organização internacional responsável por extensos programas de vacinação, onde entre as doenças a prevenir, se encontra a varíola. É bom salientar, que o fácil acesso a este tipo de substâncias virulentas, pode dar origem a uma guerra biológica, que muitos milhares ou mesmo milhões de pessoas poderá por em causa. Será que esta vai mesmo ser a nova forma de guerra.

domingo, 18 de junho de 2006

Eleição de Delegados

Camaradas:
as eleições dos delegados da Concelhia de Mangualde ao Congresso Nacional da JS, são já no dia 24 de Junho ( próximo fim de semana). A Assembleia decorrerá das 14h às 19h e terá como ponto único a eleição dos delegados.
A JS Mangualde, tendo em conta o número de militantes inscritos, terá direito a eleger 3 delegados cujas listas deverão ser entregues até 1h antes do início da AC.
Em conformidade com as convocatórias, o acto eleitoral decorrerá na sede do Partido Socialista de Mangualde.
Saudações Socialistas

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Uma "LETRA" sempre actual: cuidado com as imitações

*
*
*
Estimado ouvinte, já que agora estou consigo
Peço apenas dois minutos de atenção
É pra contar a história de um amigo
Casimiro Baltazar da Conceição
*
O Casimiro, talvez você não conheça
a aldeia donde ele vinha nem vem no mapa
mas lá no burgo, por incrível que pareça
era, mais famoso que no Vaticano o Papa
*
O Casimiro era assim como um vidente
tinha um olho mesmo no meio da testa
isto pra lá dos outros dois é evidente
por isso façamos que ia dormir a sesta
*
Ficava de olho aberto
via as coisas de perto
que é uma maneira de melhor pensar
via o que estava mal
e como é natural
tentava sempre não se deixar enganar
(e dizia ele com os seus botões:)
*
Cuidado, Casimiro
cuidado com as imitações
Cuidado, minha gente
Cuidado justamente com as imitações
*
Lá na aldeia havia um homem que mandava
toda a gente, um por um, por-se na bicha
e votar nele e se votassem lá lhes dava
um bacalhau, um pão-de-ló, uma salsicha
*
E prometeu que construía um hospital
Uma escola e prédios de habitação
e uma capela maior que uma catedral
pelo menos a julgar pela descrição
*
Mas... O Casimiro que era fino do ouvido
tinha as orelhas equipadas com radar
ouvia o tipo muito sério e comedido
mas lá por dentro com o rabinho a dar, a dar
*
E... punha o ouvido atento
via as coisas por dentro
que é uma maneira de melhor pensar
via o que estava mal
e como é natural
tentava sempre não se deixar enganar
(e dizia ele com os seus botões:)
*
Cuidado, Casimiro
cuidado com as imitações
Cuidado, minha gente
Cuidado justamente com as imitações
*
Ora o tal tipo que morava lá na aldeia
estava doido, já se vê, com o Casimiro
de cada vez que sorria à plateia
lá se lhe viam os dentes de vampiro
*
De forma que pra comprar o Casimiro
em vez do insulto, do boicote, da ameaça
disse-lhe: Sabe que no fundo o admiro
Vou erguer-lhe uma estátua aqui na praça
*
Mas... O Casimiro que era tudo menos burro
tinha um nariz que parecia um elefante
sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
ser honesto não é só ser bem falante
*
*
A moral deste conto
vou resumi-la e pronto
cada qual faz o que melhor pensar
Não é preciso ser
Casimiro pra ter
sempre cuidado pra não se deixar levar.
*
*
* Sérgio Godinho


Se pensarmos bem, isto é o que continua a acontecer (embora na música, esteja de forma figurada)

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Olivença e a sua causa



Eis uma reivindicação que é antiga e que eu desconhecia. È curioso haver gente de uma terra espanhola que quer ser Portuguesa. Cá para mim ainda não viram foi a diferença do IVA, associado às diferenças salariais entre Portugal e Espanha. Se o tivessem visto talvez não quisessem ser portugueses.

sábado, 6 de maio de 2006

a nossa riqueza


Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos
olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
**
**
**
Alberto Caeiro

domingo, 30 de abril de 2006

Os estudantes de Coimbra e o Processo de Bolonha

Mais uma vez os estudantes de Coimbra e a Associação Académica de Coimbra vieram para as ruas reivindicar contra o Processo de Bolonha, e mais uma vez, à semelhança do que aconteceu à já algum tempo em frente à Assembleia da Republica e sem razão, reivindicando um maior acesso ao Mestrado e uma redução do seu custo, o Governo já fez um alargamento às vagas para Mestrado e Doutoramento, embora estas, a meu ver talvez não sejam as necessárias, mas o que está escrito no Compromisso de Governo para Portugal 2005-2009, que foi entregue a todas as Universidades para que estas possam reflectir sobre o que o Partido Socialista pretende fazer, é que o Estado vai assumir parcialmente e progressivamente os custos do Segundo Ciclo de Ensino Superior. O estado já começou a assumir os custos do Segundo ciclo, uma vez que já alargou o número de vagas para o Segundo Ciclo,mas não a reduçaõ do seu custo anível individual. Este Governo de acordo com o seu programa não pretende também reduzir o financiamento público para o Ensino Superior, pois este representa uma essencialidade para o desenvolvimento do país.
Outra das reivindicações dos estudantes, vai de encontro a facto de haver uma diferença de Lisboa para Coimbra no número e anos da Licenciatura no curso de direito, 3 em Lisboa 4 em Coimbra. Este argumento não é verdadeiro, pois a entrada dos cursos no processo de Bolonha só é possível se houver um consenso entre as Universidades, pois a intenção é uniformizar (tornar os cursos mais iguais). Esta reivindicação revela muito desconhecimento em relação ao que se tem feito e ao que se vai fazer.
Relativamente a outra das reivindicações, esta dizendo que os alunos estão muito preocupados com o facto de estarem a tirar cursos que no futuro poderão não dar emprego, devido a estes não estarem actualizados de acordo com o processo de Bolonha, esta sim uma afirmação válida. O problema neste caso aqui reside no facto de os responsáveis pelos cursos nas respectivas Universidades ainda não terem encontrado consenso quanto à duração dos cursos e quanto ao nome dos cursos(isto segundo sei).
Outra das transformações anunciadas para o Ensino Superior é a transição de um sistema de ensino baseado na ideia de transmissão de conhecimentos para um sistema baseado na ideia de aquisição de competências. Para que esta transformação seja feita vai ser acontecer uma revisão da Carreira Docente.
Outra das medidas que este governo pretende implementar, é uma articulação do Processo de Bolonha com as Ordens Profissionais (Ordem dos Médicos, Ordem do Engenheiros, etc…), e outras organizações representativas, tendo em vista esclarecer as responsabilidades, competências e títulos em cada área profissional e em cada ciclo do Ensino Superior (Licenciatura, Mestrado e Doutoramento).
O governo está também interessado em promover a mobilidade dos estudantes, potenciando a existência de dois ciclos e aumentando as facilidades de participação em intercâmbios europeus, quer pala mobilidade dos alunos e professores, quer pela organização de cursos envolvendo escolas de diferentes países.
Outra das reivindicações desmedidas por parte da Associação Académica de Coimbra, foi ter dito que grande parte dos desempregados em Portugal são Licenciados, o que não corresponde à verdade, pois na população nacional, apenas 9% são Licenciados, e toda a gente sabe que os Licenciados tem mais facilidade em encontra emprego.
Apesar da falta de informação dos estudantes de Coimbra, estes poderão contar sempre comigo para colaborar no sentido de os ajudar e ajudar o país seja na implementação do processo de Bolonha ou em qualquer outra área do Ensino onde me sinta informado.
Sou um estudante do Curso Superior de Animação Cultural, no Instituto Superior de Ciências Educativas, onde tenho algumas cadeiras pedagógicas como, Pedagogia(ciência que estuda o ensino), Psicologia do Desenvolvimento(estudo do desenvolvimento, cognitivo e psicomotor) e Sociologia da Educação(ciência que estuda o facto social no grupo social e a influencia entre eles).

sábado, 29 de abril de 2006

1º de MAIO - DIA DO TRABALHADOR


O 1º de Maio é celebrado mundialmente como o "Dia do Trabalhador". Mas esta data tem uma história.

Em finais do século XIX, com o início da industrialização, começaram a aparecer novos problemas relacionados com o trabalho. O Papa Leão XIII dá conta do "temível conflito" que se estava a gerar "entre o mundo do capital e o do trabalho" dando lugar a uma situação de "miséria imerecida" (encíclica "Rerum Novarum", 15-05-1891).Um dos principais problemas que atingiam os operários era o horário de trabalho. Trabalhava-se de sol-a-sol, como os agricultores. Alguns reformadores sociais já tinham proposto, em várias épocas, a ideia de dividir o dia em três períodos: oito horas de trabalho, oito horas de sono e oito horas de lazer e estudo, proposta que, como sempre, era vista como utópica pelos empregadores.Com o desenvolvimento do associativismo operário, e particularmente do sindicalismo, a proposta da jornada de oito horas tornou-se um dos objectivos centrais das lutas operárias e também causa de violentas repressões e de inúmeras prisões e até morte de trabalhadores.
Os "Mártires de Chicago"
No 1º de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (Estados Unidos da América), tal como de muitas outras cidades americanas, foram para a rua, exigindo o horário de oito horas de trabalho por dia. No dia 4 de Maio, durante novas manifestações, uma explosão serviu de pretexto para a repressão brutal que se seguiu, que provocou mais de 100 mortes e a prisão de dezenas de operários.Este acontecimento, que ficou conhecido como os "Mártires de Chicago", tornou-se o símbolo e marco para uma luta que, a partir daí, se generalizou por todo o mundo.
Os novos problemas
Passados todos estes anos, a história do movimento operário continua a ser feita de avanços e recuos, vitórias e derrotas. Entre nós, a luta pelo horário de oito horas também tem uma longa história. Só em Maio de 1996 o Parlamento aprovou a lei da semana de 40 horas (oito horas diárias de segunda a sexta feira). No entanto, as horas extras e o trabalho em fins de semana, acabam muitas vezes por anular as conquistas consignadas na lei.As novas formas de organização do trabalho, a precarização e a globalização vem trazer novos problemas que os trabalhadores têm que enfrentar.A exploração do trabalho infantil e da mulher, bem como dos imigrantes são um desafio permanente à imaginação e à capacidade de organização e de luta dos trabalhadores.
Não se pense que este dia, herdeiro de uma forte tradição de luta operária, à mistura com perseguições, prisões e até mortes, é um dia triste. Não, porque nele também se recordam as conquistas - pequenas e grandes - que os trabalhadores foram conseguindo através dos tempos. É uma longa história que sabe bem recordar e celebrar.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

As Portas que Abril abriu...

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
(...)
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempo do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
(...)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
(...)
Foi esta força viril
de antes de quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
Ary dos Santos

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Uns andam, outros não...

Mais uma vez a cidade de Mangualde passa ao lado de eventos culturais, uma situção que já vem sendo hábito.
Organizam uns torneios e uns Street Kart em colaboração com a Castro Brothers para enganar o povo. Qualquer dia ainda aparecem os brothers a reclamarem o que a C.M.M. lhes deve.


O auditório da Casa da Cultura de Santa Comba Dão será palco, no próximo sábado, ao I Congresso Nacional de Adeptos, contando com a presença do secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias.
Iniciativa da Associação Portuguesa de Adeptos, liderada por Costa Pereira, o Congresso terá início pelas 9 horas, com o programa a contemplar vários oradores, tais como Paulo Sousa, actual responsável técnico pela Selecção de sub-16, ou o árbitro Duarte Gomes.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

A LAGOA DA VERGONHA E AS MÁS POLITICAS DO EXECUTIVO PSD

Cá está a dita cuja, que nestes últimos anos muito tem crescido, e que representa um perigo para a saúde pública no Concelho de Mangualde, no Distrito de Viseu e em toda a Nação, pois trata-se de um reservatório de residuos orgânicos(feses, etc,) onde se desenvolvem seres microscópicos, como toxinas e bactérias, que podem levar a que se desenvolvam doenças como a cólera e outras. Recordo que muitas das doenças criadas neste tipo de circunstâcias são transmissiveis por via respiratória, via cutanea, e até por via sexual, e devido ao facto de hoje em dia os aglomerados de pessoas serem maiores e ao maior número de vias
comunição as possibilidades de contágio são maiores, pois estas podem-se suceder em escolas, hospitais, bibliotecas, etc, o que representa uma possibilidade de contágio em todo o país, ou seja uma pandemia.

A próximidade da lagoa às casas é grande, pois a lagoa situa-se logo do lado esquerdo da foto, embora esta não esteja à vista na foto.






Uma fábrica de granitos, mesmo em frente à lagoa, onde o cheiro no verão deve ser péssimo. Recordo que aqui trabalham pessoas todo o ano. Quem deixou construir a fábrica neste local não tem consciência, pois as condições de trabalho são péssimas. Não sei se foi este executivo que deixou fazer esta construção, mas mesmo que não tenha sido, nota negativa para quem foi.
A situação mais curiosa que encontrei foi o facto de existirem colheitas agricolas a cerca de 10 metros da lagoa, que estão certamente sujeitas as águas da mesma, quanto mais não seja, em tempo de muitas chuvas. Tive a possibilidade de falar com uma amiga que é bióloga, e o que me foi dito, é que esta lagoa é um perigo para a saúde pública e que a utilização de estrumes orgânicos, como os depositados nesta lagoa não são apropriados para as culturas. Alguém ou algum animal se alimenta destas culturas, que podem ser prejudiciais à saúde, o que muita gente não sabe. Mesmo que seja um animal, alguém se vai alimentar dele, o que revela também um perigo.

O caso mais negligente que encontrei, foi o facto de a lagoa não ter um muro ou até uma rede, para que uma criança ou até um condutor mais distarido lá não caia.

Foi me dito por uma pessoa que me acompanhou ao local, que uma pessoa, até bem conhecida em Mangualde, que até já pertenceu a um cargo de uma juventude partidária em mangualde, já teve o azar de cair lá dentro. Curioso é que a possibilidade de epidemia em Mangualde já aconteceu, embora ela não tenha ocorrido. Epidemia é uma doença que se verifica numa certa zona em grande número de casos, pandemia é uma evolução de uma epidemia para várias zonas, também em grande número de casos.

Conto com os cidadãos Mangualdenses para se manifestarem contra esta situação que está por resolver, e 8 anos de mandata PSD em Mangualde passaram. A estação de tratamento de águas residuais, que permitirá resolver o problema custa 2 milhões de euros, recordo que a Câmara Municipal só no último mandato gastou mais de 400 mil euros em publicidade desnecessária, o que já daria algum finaciamento para a ETAR, mas existem outras contas desnecessárias. Enfim uma vergonha.


sábado, 15 de abril de 2006

Tabagismo


As medidas anti-tabágicas decretadas um pouco por toda a Europa estão a endurecer. Este cartaz a proibir a entrada a fumadores foi colocado na praia de Miranda, localidade de Escala, província de Girona (Catalunha). A câmara municipal da cidade tomou esta medida afirmando que os cigarros poluem e sujam a praia.

E se os autarcas do nosso país seguissem este exemplo?

terça-feira, 4 de abril de 2006

É incrível como Soares Marques é terrível


O imposto autárquico sobre os imóveis baixou em 52 concelhos, o que não se verificou no concelho de Mangualde, pois no nosso caso houve uma estagnação, em 22 concelhos país houve mesmo uma subida. O imposto sobre as casas transaccionadas após 2003 é mesmo ao nível dos impostos mais altos do país (0.80 sobre o valor do imóvel), e o mesmo valor do de Lisboa (0.80 sobre o valor do imóvel) (recordo que são as autarquias a fixar este imposto, utilizando para fixar o imposto uma percentagem sobre o do valor do imóvel, que é o imposto). No caso do imposto autárquico sobre os imóveis transaccionados antes de 2003, o imposto é também algo elevado (0.40 do valor do imóvel), é pouco mais baixo do que em Lisboa (0.50 do valor do imóvel) ou Porto (0.50 do valor do imóvel). Este imposto também é fixado pelas Autarquias.
Neste tempo onde as dificuldades são uma realidade, talvez o Dr. Soares Marques e a sua equipa devessem ter pensado em reduzir o valor do imposto anteriormente referido, pois houve um aumento de impostos que retirou algum poder de compra aos cidadãos. Talvez algum cidadão ainda tenha de tirar o filho da universidade, para não perder a sua casa por não pagar o imposto, ou quem sabe vender o carro. Recordo que uma grande parte da dívida do estado que levou a subida dos impostos é causada pelas Autarquias, e a Autarquia de Mangualde não é excepção, pois a sua dívida é muito grande.

domingo, 2 de abril de 2006

João Tiago Henriques- candidato a Secretário Geral da JS

É com o máximo agrado que escrevo este novo post...

João Tiago Henriques (ex-coordenador da JS MAngualde), actual Presidente da Comissão Politica Distrital da JS é candidato a Secretário Geral da Juventude Socialista.

Digo isto com orgulho!

Orgulho de quem tem o prazer de ver um grande Amigo a dar um grande passo a bem da estrutura da Juventude Socialista.
Orgulho em ver a determinação, dinamismo, as boas ideias, a seriedade e a integridade a virem à tona depois de dois anos menos bons.

O nosso futuro ex-secretário Geral, pretendia uma Juventude- que inqueta- com o objectivo de intervir na sociedade portuguesa, colocando a JS no centro de grandes debates nacionais, intervindo mais e melhor.
E uma juventude com estas características é uma juventude que além de se preocupar com a interrupção voluntária da gravidez, com o casamento entre pessoas do mesmo sexo e com os problemas da homofobia, é uma juventude que se preocupa com:

  • crescente instabilidade no emprego
  • com o problema da habitação jovem ( que constitui razões fortemente penalizadoras da emancipação jovem)
  • com as questões da prostituição
  • com a inovação cientifica e tecnológica
  • com a acção social escolar
  • com o ensino superior ( o seu funcionamento e sobretudo com a implementação do processo de bolonha)

Será que isto foi conseguido???

Será que foi isto que este secretário geral demonstrou ao longo dos 2 anos de mandato

Tenho a certeza que não. Conseguiu que a JS deixasse de lado as verdadeiras preocupações e ideologias dos jovens portugueses, em busca de mediatismo e protagonismo politico fácil.

Conheço o João Tiago há 20 anos para lhe reconhecer as maiores virtudes: dinamismo, trabalho, empenho, capacidade, honestidade e inteligência. E só ele pode conduzir a JS aos tempos aureos que já teve, com coragem, preserverança e determinação.

FORÇA CAMARADA!

A JS de Mangualde está contigo.....

O Governo e algumas das suas Políticas

O nosso Governo muito tem trabalhado muito no sentido de relançar a economia, e tem-no feito através do investimento nalgumas das grandes empresas em Portugal, também através do incentivo aos empresários para que invistam, no sentido de serem criados empregos e ser criada riqueza, tem também trabalhado no sentido de aumentar a qualificação (obrigatoriedade de frequência de 12º ano, aumento do número de vagas para Doutoramentos, Inglês no 1º Ciclo, comparticipação na aquisição de computadores, Protocolo com o MIT, etc), este aumento da qualificação poderá trazer mais multinacionais para o país, o que é muito benéfico, desde que estas não venham extinguir as nossas empresas é claro. O Governo anunciou também a reestruturação da administração pública, e nessa área anunciou 400 medidas o que revela muito, mas muito trabalho. O governo tem trabalhado muito, disso eu não tenho a menor dúvida, mas o problema do défice continua por resolver, e não só continua por resolver, como também aumentou neste último ano (situa-se nos 6%), o que a meu ver é grave. Penso que Governo tenha conseguido resolver o problema da economia, através dos investimentos que se têm verificado, que criarão riqueza, e possibilitarão ao Estado no próximo ano ter mais receitas provenientes dos impostos, o que fará um combate ao défice. Estou algo triste com o facto de o Estado não ter conseguido reduzir a despesa, pois a força de vontade parecia não faltar e nesse sentido, apresentei até uma medida ao Ministro da economia Manuel Pinho, mas pelos vistos não foi possível, talvez um ano não seja o tempo suficiente para conseguir conter tamanha despesa. Talvez este seja um problema social, pois cortar nas despesas aqui e ali parece fácil, o problema é quem sofrerá com isso, por detrás de todos os sectores públicos à pessoas que necessitam destes, o que me relega para uma posição difícil em relação aos cortes na administração central. Talvez a solução seja a redução dos funcionários da Administração Pública, o Governo diz que a redução de pessoal, até ao fim da legislatura, será de 75mil funcionários, o que levará à redução do défice. Só para finalizar, recordo que os impostos servem para pagar serviços que todos nós precisa-mos e não o contrário, e recordo também que nem sempre a privatização dos serviços é o melhor caminho, nomeadamente no acesso à saúde, pois todos contribuem, e apenas alguns estão a usufruir dos serviços, ou seja, a união é que possibilita o tratamento, pois se tivesse-mos de pagar todos os custos de uma ida ao hospital, se assim não fosse, poucos de nós poderíamos ter acesso à saúde, mesmo com impostos mais reduzidos, devido há não existência de serviços públicos. Saudações Socialistas