segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Nota de Agradecimento
Mesa 8 – Resultados Finais
PS – 68,86%
PSD – 26,25%
CDS – 3,17%
CDU - 1,70%
Juntos, rumo ao Futuro!
Juventude Socialista de Mangualde
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14.10.09
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
12 anos basta. Vamos dar vida... a Mangualde
160 milhões €€€
Temos obra... ONDE?
Vamos dar vida... a Mangualde
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Juventude Socialista de Mangualde
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30.9.09
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Comunicado
Consideramos lamentável, que um músico sem nome na praça, um tal de Nuno Barroso, tenha auferido 21 mil euros por pouco mais de uma hora de espectáculo. Mas a nossa indignação não termina aqui, pois este artista é o autor do hino de campanha do PSD Mangualde já divulgado na apresentação de Candidatura de Soares Marques, hino esse, que teve a ousadia de cantar e tocar nas Festas da Cidade.
As Festas da Cidade, como indica o nome, são da cidade e de toda a população, não devem por isso, ter qualquer conotação político-partidária.
Sabemos que para os menos esclarecidos no campo da gestão e organização de eventos, este valor pode ser considerado normal, contudo, se olharmos aos valores suportados pela autarquia local para outros artistas as dúvidas rapidamente se dissipam. Artistas como os Pólo Norte, TT e Fernando Tordo, arrecadaram cerca de 10 mil euros cada, enquanto Mónica Sintra onerou o município em qualquer coisa como 7500 euros.
Qual a razão deste pagamento desmedido a Nuno Barroso? Estará o PSD Mangualde a utilizar os meios técnicos e financeiros da autarquia para promover a sua campanha eleitoral? No Entender da Juventude Socialista, sim, pois se assim não fosse, os valores despendidos pela autarquia seriam consideravelmente diferentes.
Juventude Socialista de Mangualde
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12.8.09
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Autarca do PSD revolta católicos de Mangualde
Os católicos de Mangualde andam revoltados com o presidente da Câmara Municipal e de novo candidato nas eleições autárquicas de 11 de Outubro. Tudo porque num dos cartazes de campanha existentes na sede de campanha de António Soares Marques fez-se fotografar com uma legenda que reza que "acima de Mangualde, só Deus".
O bispo reprova a candidatura e aconselha a não misturar religião e política, mas o social-democrata Soares Marques, que tem ligações na Opus Dei, garante que não invoca o nome de Deus em vão. O cartaz da discórdia está em grande destaque na sede da campanha, mas, para Manuela Gonçalves, que foi à apresentação do candidato, "não deve haver confusões nem se pode invocar o nome de Deus em vão".
Uma outra paroquiana, questiona se "a câmara irá ser governada à semelhança da obra católica". Já para Manuel Santos, o cartaz é "revelador do vale tudo a que se chegou na política". Também o mandatário da campanha socialista se mostra "chocado" com tal apropriação. "Este cartaz deve causar incómodo e indignação aos mangualdenses", dispara João Pedro. O mandatário, que se assume como católico, sustenta que "a religião e a política não se mistura, pelo que estes actos ficam com quem os pratica".
O cartaz não se constituiu na primeira vez que a temática religiosa foi introduzida na campanha eleitoral. Logo no discurso de apresentação da campanha, Soares Marques garantiu que ia "ganhar as eleições contra os cristãos-novos do PS e os vendilhões do templo".
O bispo da diocese lembra que "para quem é cristão, Deus está em toda a sua vida". Mas Ilídio Leandro alerta que "não se devem usar os sentimentos religiosos para influenciar opções políticas". Mais assertivo, o bispo de Viseu sustenta que "usar compromissos religiosos em cartazes vai para além da dimensão política".
Fonte: Diário de Notícias - Sábado 1 de Agosto 2009
Cartaz na sede de campanha de Soares Marques cria polémica
Afinal, foi tudo por amor, pois "o amor por Mangualde é tão grande que acima deste só mesmo o amor por Deus". Quem o diz é o presidente da Câmara de Mangualde, Soares Marques, que justifica assim "o pseudo-escândalo" causado pelos seus dois "amores".
O "burburinho" nasceu depois da inauguração da sede de campanha do candidato do PSD à presidência da autarquia de Mangualde, onde foi afixado um cartaz onde se lia "acima de Mangualde, só Deus".
O candidato pelo CDS/PP, Castro Oliveira apelidou o cartaz de "infeliz e despropositado", enquanto que o candidato do PS, João Azevedo, garante que "jamais usaria tal expressão", à semelhança de Manuel Rodrigues da CDU, que defende que "não se deve misturar política com religião".
Também o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, fez saber que "preferia que esse tipo de cartazes com frases menos felizes não aparecesse, já que focam dois planos que não se excluem, mas são autónomos".
Mas, para Soares Marques, o cartaz não representa mais do que "um amor muito grande por Mangualde". "Um amor ao ponto de dizer que amo tanto a minha terra, que só acima do amor pela minha terra está o amor que tenho para com Deus, que é razão de ser da minha existência", justificou.
O autarca explica que não consegue "compartimentar a vida política com as vivências religiosas", frisando não ser defensor "daquela tese algo maniqueísta que vem da tradição judeo-cristã - e não judaico-cristã como dizem às vezes - que é dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César".
"Sou político, mas sou um político com preocupações religiosas. Não sou político quando entro para a Câmara e não sou religioso quando vou à missa", salientou. Sustentando que "o homem define-se por um conjunto de dimensões completamente indissociáveis", afirma que nunca tentou fazer um aproveitamento político da religião para nada.
O antigo governador civil de Viseu defende que "seria aproveitamento político se fosse um indivíduo indiferente às coisas da religião e a utilizasse para recolher algum benefício". "Fico muito espantado com este pseudo-escândalo… Quais virgens púdicas ofendidas, por parte dos meus opositores!", desabafou, considerando que o cartaz serviu para muitos denegrirem a sua imagem.
Soares Marques contou que o cartaz vai permanecer na sede de campanha, porque "não há meios financeiros que permitam andar a mudar constantemente os cartazes". "Para além disso, a nossa estratégia de outdoors não passa pela colocação desse cartaz no exterior. Fica só na sede de campanha, para não afrontar os sentimentos religiosos da minha oposição", ironizou.
Fonte: Diário de Viseu - Sábado 18 de Agosto 2009
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3.8.09
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Jantar da Juventude de apoio à candidatura de João Azevedo
Estamos cansados do rosto velho e sombrio que pulula pelas ruas e avenidas da nossa cidade, das nossas freguesias – amorfas e sem inovação, sedentas de progresso e bem-estar.
Por este motivo e porque acreditamos na mudança benéfica e na lufada de ar fresco desta candidatura, que resolvemos deitar mãos à obra organizando este evento - Jantar da Juventude de Apoio à Candidatura de João Azevedo.
Aderiram cerca de 300 Jovens de todo o concelho – disseram PRESENTE!Continuamos a acreditar que a politica se faz pelas pessoas, com as pessoas e para as pessoas. Neste caso, fez-se política pelos jovens, com jovens e para os jovens! Assim marcaremos sempre a nossa diferença: sem insultos, sem ameaças, sem intimidações, sem provocações, sem maledicência…
Resta-nos agradecer o carinho de todos que participaram, que apoiaram e que continuarão a faze-lo, esperando apenas em moeda de troca que esta candidatura faça valer o orgulho que todos temos por Mangualde. Só assim mostraremos que a Juventude Ama a sua Terra.

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27.7.09
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Apresentação de Candidatura de João Azevedo
Sábado, 23 de Maio pelas 21h no Pavilhão Municipal de MangualdeClique e visualize o site de campanha:
http://www.joaoazevedo.net/
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20.5.09
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Recenseamento Eleitoral
Com três eleições à porta, com recenseamentos automáticos (para os jovens de 17 anos), e com a unificação das moradas induzidas pelo Cartão do Cidadão, importa divulgar o serviço que o MAI lançou para que cada um saiba qual é o seu local de voto.
Confirme aqui.
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14.5.09
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terça-feira, 12 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Os Mangualdenses merecem...
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Juventude Socialista de Mangualde
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3.5.09
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Comunicado
No entanto, estranhamos que estudos desta ordem não tenham sido efectuados no início do mandato do actual executivo autárquico, e o mesmo venha agora, a apenas a seis meses das eleições, realizar a inquirição dos cidadãos sobre os candidatos e eventuais coligações nos desígnios autárquicos.
Consideramos lamentável que sondagens de puro cariz eleitoral, cuja responsabilidade e custos deveriam ser assumidos pelo actual partido do poder em Mangualde (PSD), sejam financiadas por todos os contribuintes quando servem sobretudo os interesses de um partido e não constituem somente um benefício para os cidadãos.
A Juventude Socialista de Mangualde considera que o actual modelo de governação local se encontra esgotado, porque as constantes entradas e saídas nos cargos autárquicos, assim como a ausência de novas ideias são muito prejudiciais para todos os Mangualdenses.
Por mais e melhor Mangualde
Juventude Socialista de Mangualde
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26.3.09
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Entrevista ao candidato do PS João Azevedo
Notícias da Beira entrevistou o Dr. João Azevedo, candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Mangualde.

NB – Dr. João Azevedo na sua opinião, de maneira geral, quais são as maiores carências nas freguesias do nosso concelho?
O desenvolvimento económico-social das freguesias são um pilar essencial para o desenvolvimento do nosso concelho, dessa forma é necessário, urgentemente, rever um instrumento fundamental de gestão do nosso concelho que é o Plano Director Municipal que está há mais de 10 anos para ser revisto. Esta situação só vem comprovar que o actual executivo não investiu onde devia. Se o Plano Director Municipal tivesse sido revisto podíamos ter evitado o despovoamento das nossas freguesias e a degradação dos centros das aldeias teria sido impedida se tivesse havido um verdadeiro planeamento adequado à realidade rural. Senão vejamos:
No saneamento, infelizmente, ainda continuamos a ter freguesias inteiras sem saneamento básico, parece impossível em pleno século XXI,. A inexistência, também, de uma rede capaz de ETAR que permita o tratamento de águas residuais, põe em risco não só os recursos hídricos, mas o potencial agrícola e a saúde de todos. Além de não se ter investido em força e atempadamente nas redes de esgotos onde elas não existem também não se renovaram as que já estavam construídas anteriormente. Estamos agora numa situação crítica, incluindo a cidade de Mangualde. Incompreensivelmente os programas de financiamento do estado vão-se sucedendo, como é o caso do Programa Operacional Temático de Valorização de Território, para o qual acabaram os primeiros prazos desconhecendo-se por completo a candidatura da CMM. Estas candidaturas permitiam recorrer a co-financiamentos que rondam os 70% e que outras Câmaras aproveitaram. É para mim uma grande preocupação não terem sido completamente resolvidos os problemas de abastecimento de água e a rede das águas residuais bem como as respectivas ETAR.
Vejamos também, a área da educação, a edificação dos novos centros escolares pode ser a derradeira oportunidade para oferecer às nossas crianças igualdade de oportunidade no ensino de qualidade, e simultaneamente combater a degradação económica das freguesias. Face a incapacidade deste executivo autárquico e à incapacidade financeira da autarquia para levar a cabo a construção de todos os centros escolares projectados para o concelho de Mangualde, seria importante que, a ter que se escolher, se definissem critérios de prioridade para a construção dos centros nas freguesias mais necessitadas.
NB – E na cidade de Mangualde?
É necessário compreender que a dinâmica de evolução dos meios urbanos é hoje muito rápida. As cidades que melhor souberem valorizar as suas potencialidades serão aquelas que criarão atractividade económica e com isto mais população e melhor qualidade de vida. A cidade de Mangualde necessita urgentemente de uma estratégia clara de desenvolvimento económico assente na dinâmica e força de atracção empresarial. A Câmara tem que assumir o papel de líder na captação de investimento e na defesa dos investidores já instalados em Mangualde. Precisamos de mais empresas, criadoras de mais emprego. Mangualde tem que de uma vez por todas potencializar a sua localização geográfica única.
O ordenamento do território é fundamental. Para tal são necessários planos de pormenor e de urbanização capazes, que modernizem a nossa vida urbana, com melhor equipamento e mobiliário urbano, e revitalize as zonas históricas. É necessário devolver vida ao centro da cidade. E obviamente que isto só é exequível com a efectiva revisão do PDM. Já estamos todos cansados de ouvir o constante adiamento dessa solução.
De uma forma mais concreta é necessário criar verdadeiros espaços de lazer e cultura para as famílias de Mangualde, que permitam usufruir da Natureza em condições de segurança e de modernidade. Falo de um verdadeiro Parque da Cidade. Deve ser dada a prioridade à gestão sustentável da nossa cidade em termos ambientais, promovendo a eficiência energética dos edifícios camarários. Com isto não só se poupa na factura energética como se aumenta o conforto dos utilizadores.
Chegar a Mangualde tem que proporcionar a imediata sensação de bem-estar. È determinante requalificar as entradas da cidade, concretizar o anel rodoviário, devidamente complementado com iluminação e com modernas eco-pistas.
O velhinho Mercado Municipal tem, também, de ser uma prioridade. É tempo de dignificar o espaço quer para quem lá trabalha, fazendo desse local o seu meio de sustento, quer para quem lá compra, de forma a impedir a fuga de negócio do concelho. Modernizar o mercado representa torná-lo uma mais-valia decisiva na dinamização do comércio tradicional. Um mercado municipal moderno será a verdadeira loja-âncora do comércio tradicional de Mangualde, permitindo a interactividade com todos os estabelecimentos comerciais da cidade. Mais uma vez é necessário um plano de desenvolvimento que conjugue lazer, comércio e promoção turística. Dar dignidade ao centro da cidade passa igualmente pelo recurso aos ecotainers, também chamados de “ilhas ecológicas” como existem em muitas cidades espalhadas por este país fora e que contribuem efectivamente para um ambiente mais saudável e maior controlo higiénico-sanitário.
Mangualde necessita sobretudo de liderança, de um plano estratégico de desenvolvimento e de influência no plano regional e nacional.

NB – Como terá prometido será candidato nas próximas eleições autárquicas, acha que o desenvolvimento que corre no concelho é bom? Se não, que tipo de medida ou medidas propõem para se dar um salto qualitativo/quantitativo nomeadamente no emprego, saúde e educação?
Eu não faço qualquer tabu acerca da minha candidatura. Como os mangualdenses sabem sou candidato a Presidente da Câmara Municipal de Mangualde porque amo a minha terra e sinto diariamente o apoio e a confiança das pessoas de todo o Concelho. É esse o grande estímulo para o meu trabalho. Não faço depender a minha candidatura desta ou daquela sondagem.
Como a maioria dos mangualdenses, sinto uma certa frustração com o actual estado de coisas. Não se vêem projectos mobilizadores em Mangualde. O investimento público municipal é casuístico e pontual, resume-se às obras eleitoralistas de última hora, ao faz- que-faz sem qualquer resultado estruturante. Estamos mergulhados em dívidas, sem sabermos o que com isso ganhámos. Perdem-se comparticipações comunitárias e nacionais, por incumprimento municipal. Somos penalizados mensalmente com cortes nas transferências do Estado por causa do excesso de endividamento. Será isto bom e normal?
Será que concelhos como Tondela e Oliveira de Frades, que continuamente atraem investimento público e privado, são melhores que Mangualde? Eu não aceito este fatalismo. Temos de recolocar Mangualde como centro liderante da Região Centro.
O papel de um município nas questões do emprego é sobretudo de criar condições para que se possam atrair e fixar entidades privadas e mesmo públicas, que alarguem as ofertas de emprego de qualidade. Numa era tecnológica como a nossa, não podemos adiar mais a aposta nas novas tecnologias. Os novos espaços empresariais devidamente servidos de infra-estruturas, têm que facultar o acesso a modernas redes digitais, banda larga de alta velocidade, e urge disponibilizar de forma simples o acesso á Internet aberta tipo wireless. Actualmente só é possível atrair empresas oferendo condições e serviços de primeira qualidade. Será essa a nossa força motriz.
Na Economia Social o município tem que estar na primeira linha de actuação. O apoio social não só cria emprego como ajuda a manter o existente. Um exemplo: o ensino pré-escolar deve ter em conta as realidades profissionais dos pais, por forma a que estes possam compatibilizar horários de trabalho com sentimento de segurança em relação aos filhos. Boa parte do aumento de produtividade passará por aí. No que à Economia Social diz respeito, já demonstrámos esse especial interesse, nomeadamente no apoio às Instituições de cariz social do concelho, sempre tendo por fim a melhoria das qualidades de vida dos beneficiários e a promoção do emprego em Mangualde. Permita-me que aproveite esta ocasião para felicitar a Santa Casa de Misericórdia de Mangualde por ter visto coroar de êxito a sua candidatura ao programa “Modelar” do Ministério da Saúde para a constituição de uma Unidade de Cuidados Continuados em Mangualde. Esta comparticipação pública de cerca de 750.000 euros, vem reforçar um projecto financeiro bastante grande que permitirá reabilitar o antigo hospital de Mangualde que passará a fazer parte da Rede de Cuidados Continuados Integrados do país e integra o lote de cerca de 20 unidades contempladas para a Região Centro.
É este mais um passo para afirmar Mangualde no contexto regional e nacional.
Na Saúde, é necessário relembrar que há no concelho 3 Extensões de Saúde: Chãs de Tavares, Santiago Cassurrães e Alcafache – que aliás têm tido alguns melhoramentos, e um Centro de Saúde em funcionamento 24 horas por dia e que recentemente viu as suas valências reforçadas com serviços de psicologia e nutrição. É uma aposta política a manutenção desta situação. Também aqui teremos brevemente boas novidades para o Concelho.
Na educação o meu compromisso é executar o que está planeado na Carta Educativa, para que esta deixe de ser apenas um documento escrito para se tornar uma realidade visível. As crianças e os jovens de Mangualde merecem esta aposta.
Contudo, o nosso trabalho não se cingirá apenas nos domínios que me perguntou. Por exemplo a cultura, o desporto, o espólio arqueológico do nosso concelho são sectores que também merecerão destaque no nosso projecto. É necessário proteger e respeitar os símbolos da nossa Terra bem como as pessoas que investem o seu precioso tempo na sua defesa e preservação.

NB – Por que é que muitas instituições vão pedir a colaboração do Sr. Vereador para conseguirem alguns apoios nomeadamente do Programa PARES?
Julgo que essa é uma pergunta a dirigir às instituições. Contudo, se alguém que tem ao seu dispor instrumentos que possam contribuir para o desenvolvimento e a promoção da qualidade de vida da sua terra e dos seus conterrâneos, tem a obrigação de os colocar ao serviço de ambos. Tem sido esse o meu papel, procurando não defraudar a confiança que têm depositado em mim. Sinto que as instituições me olham como um parceiro na criação de soluções. Será assim que me continuarão a ver depois de Outubro de 2009.
NB – Que tipo de intervenção tem tomado nas candidaturas económicas e sociais quando lhe batem à porta?
Em primeiro lugar, sejamos claros e objectivos. É necessário saber o que os cidadãos esperam de um político. Certamente que esperam que o político possua a capacidade de inovar, antecipando a resolução de problemas ainda não sentidos, e não só de saber ultrapassar as dificuldades que se vão arrastando desta ou daquela maneira.
Na Saúde, na Educação, na Acção Social, na Agricultura, no Apoio à Actividade Económica, no Associativismo, no Desporto, na Cultura e na Reabilitação do Património, temos a nossa marca. Foi possível captar para Mangualde cerca de 2,7 milhões de euros nos últimos 3 anos. Sem contabilizar naturalmente os grandes investimentos que tocam no nosso Concelho como o futuro IC12 em perfil de auto estrada, e a Barragem de Girabolhos que vão servir para impulsionar a economia regional. Para ter este grau de intervenção em tão diversas áreas de actuação há que conhecer detalhadamente as forças, as fraquezas, as oportunidades e os perigos que corre o nosso concelho. Isto requer um trabalho intenso e a dedicação de muitos à causa que é Mangualde. Como tudo na vida, há quem consiga alcançar o que deseja e sonha e há aqueles que se limitam a vender ilusões.
Sobre isto permita-me dizer que em 2013 os nossos adversários autárquicos não terão a oportunidade de usar como argumento eleitoral a não execução de obras fundamentais que se tem eternizado nos panfletos de promessas nem poderão sequer utilizar como pretexto que não se faz obra por falta de apoios governamentais quando não se utiliza frequentemente os que existem.
NB – Como todos sabemos estamos a atravessar uma crise em todos os sectores e as autarquias não fogem à regra. Como Vereador sabe-nos dizer em que situação está a nossa câmara?
É do conhecimento público que a situação financeira da Câmara de Mangualde é dramática. Estamos a ser penalizados por erros crassos de gestão municipal, para os quais sempre alertámos, em cerca de 55.000 euros por mês. Esta dívida não resultou de investimento em obras estruturantes, mas sim vem demonstrar a falta de planeamento e de capacidade de gestão e organização interna. A aplicação da contabilidade de custos na gestão diária da autarquia é determinante. Hoje gere-se pontualmente a gestão de stocks, as obras de administração directa e isto faz com que não haja qualquer controlo de despesa que se reflecte como é óbvio na dívida global que este executivo aumentou cerca de 500%. Esta dificuldade também inviabiliza a execução de obras estruturantes. A situação financeira do município nada tem a ver com a actual conjuntura. Tentar esconder esta realidade com actual contexto económico é falacioso, eleitoralista e demonstra uma enorme falta de respeito pela inteligência dos mangualdenses.
NB – Os comerciantes de Mangualde estão preocupados com a vinda de mais uma superfície comercial, o Modelo. Na sua opinião o Modelo traz vantagens para o concelho?
Esta questão tem várias abordagens. Se é certo que do ponto de vista do consumidor poderemos pensar que houve alguma vantagem, também é certo que do ponto de vista do comércio tradicional estamos perante uma ameaça. De igual modo, do que diz respeito ao planeamento e ordenamento do território a localização do Modelo não é a mais favorável ao correcto desenvolvimento urbanístico da cidade. Como já referi anteriormente nesta entrevista, a nossa aposta é antes conjugar a reabilitação urbanística com a modernização do comércio tradicional. Só assim poderemos manter viva a nossa comunidade.
NB – Que pode dizer da Feira Semanal e nomeadamente da secular Feira dos Santos?
Suponho que a sua pergunta traduz o desencanto da maioria dos mangualdenses em relação às condições das feiras. No que especificamente diz respeito à Feira dos Santos, para que ela possa realmente ser o cartaz turístico de Mangualde e reganhar o estatuto que teve anteriormente, há que ter a coragem e a determinação para empreender mudanças radicais. Ninguém visita um local empoeirado ou lamacento, sem instalações sanitárias, sem iluminação adequada, sem stands de venda condignos e atraentes, sem animação cultural adequada e onde apenas nos podemos sentir envergonhados. Tudo isto tem de rapidamente ser alterado por forma a dar dimensão nacional à Feira dos Santos. A Feira dos Santos tem de ser devolvida aos mangualdenses e a quem tinha gosto em visitar-nos.
NB – Como encara o orçamento da Câmara para 2009?
Encaramo-lo como ele é: uma mera fantasia que apenas tem por intenção continuar a iludir os cidadãos de Mangualde. Como exemplo alguém acreditará na venda de 10 milhões de euros de património, isto é, terrenos e edifícios, da Câmara Municipal de Mangualde?
Receio bem que, nos últimos 8 meses que restam deste mandato, a Câmara se limite a fazer pequenas obras que mais lembram o que se fazia há 20 ou 30 anos.
Honestamente e sem qualquer dúvida gostaria que todas as promessas fossem executadas, as populações têm que sentir confiança e acreditar em quem os lidera.
O desemprego tem vindo a aumentar dia após dia. Em Mangualde a situação está a agravar-se com o despedimento de mais de 400 trabalhadores da Fábrica
Citroen.
NB - Qual será a consequência desta situação para Mangualde?
Acompanho de perto o que se passa na Peugeot - Citroên de Mangualde bem como em todo o tecido empregador do concelho. Preocupa-me e espero que a não renovação de contratos que estará em progresso, neste momento na Peugeot -Citroên de Mangualde, seja pontual e única. Espero também que a administração tenha a sensibilidade social necessária para evitar o despedimento de agregados familiares, e ao mesmo tempo demonstrar ao Município vontade de continuar na nossa Terra por muitos anos.
A não renovação de contratos de trabalho afecta Mangualde e concelhos vizinhos negativamente de uma forma directa e indirecta, mas tenho a esperança de que esta situação seja temporária, e sobretudo, que esta reestruturação evite mais despedimentos e traga a estabilidade necessária à Peugeot-Citroên de Mangualde e aos seus colaboradores que são uma referência de qualidade no Grupo Empresarial.
NB - Que medidas podem ser tomadas para resolver a situação destas famílias?
É uma situação de grande instabilidade social e financeira é certo. Mas felizmente, hoje em dia, estão criados instrumentos pelo governo para dar uma resposta social a estes problemas. Urge encaminhar os desempregados para as entidades tutelares competentes que possam tratar e incorporar o mais rápido possível estas pessoas no mercado de trabalho. É para isso que existe o Centro de Emprego, a segurança social, o Instituto do Emprego e Formação Profissional, agências para a Qualificação e Emprego que no fundo prestam um apoio àqueles que se encontram em situação de desemprego.
É nestas entidades que estas famílias vão encontrar a protecção social a que têm direito e onde se podem alicerçar para construir um futuro novo para que tenham mais qualidade de vida.
Promover uma desburocratização de todo este processo e torná-lo o mais célere possível é tomar medidas para resolver a situação destas famílias. Estas são as medidas no imediato, contudo, enquanto Presidente da Câmara combaterei o desemprego com a criação de emprego. Com a captação de investimento público e privado para o concelho de Mangualde. Combaterei o desemprego reforçando e estimulando o tecido empresarial existente dando a este condições estruturantes para crescer. Combaterei o desemprego defendendo as empresas que estão em Mangualde e as que se fixarem em Mangualde. Um tecido empresarial forte e dinâmico proporcionará estabilidade empregadora no concelho e só assim será possível balancear o binómio emprego/desemprego. Não contem comigo para promessas populistas, como por exemplo, prometer empresas e emprego, à semelhança do que aconteceu com o IKEA em 2005 e que acabou por ser uma autêntica frustração que apenas teve propósitos eleitoralistas.
NB – Quer deixar uma última mensagem aos mangualdenses?
Devolver aos mangualdenses o Orgulho de ser de Mangualde. É esse o nosso principal objectivo. Tenho a convicção que com a nossa actuação e atitude Mangualde voltará a ter a importância que teve. É necessário conseguir decidir, é necessário ter coragem de assumir todos os assuntos que nos tocam. Desde os mais idosos aos mais jovens e todos aqueles que amam esta terra prometo-vos a defesa intransigente dos interesses do Nosso Concelho.
Publicada por
Juventude Socialista de Mangualde
à(s)
18.2.09
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