quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Demografia


Toda a gente diz que a população está a envelhecer, mas ao contrário do que se pensa, ela não está velha, já que o número de nascimentos é superior ao número de mortes, o que significa que o balanço é positivo. Passemos aos números: em 2005 nasceram 109 339 crianças, e morreram 107 462 pessoas, o que cria um saldo positivo de 1937, no entanto, quando comparamos este saldo com o saldo do ano de 2004, verificamos que o saldo está a descer, pois este foi é de 7186. Realmente o que preocupa não é a actualidade dos números, mas sim a sua tendência, uma vez que se esta situação se mantiver, o que eu não duvido, dadas as actuais circunstâncias económicas que o país atravessa, associadas claro, ao aumento das necessidades de consumo, como a necessidade extrema de carro, casa, energias, telecomunicações… estas são de facto as principais causas da diminuição da natalidade, às quais, se vai associar uma nova dificuldade, que é a nova lei das rendas, pois esta apesar de ter alguma justiça para os senhorios, pois o valor dos montantes a pagar pelos inquilinos, terá uma actualização constante, o que trará um agravamento à situação financeira de algumas famílias o que influenciará certamente a natalidade, embora grande parte das famílias portuguesas prefira ainda ter casa própria, mas também algumas destas andam de mãos a abanar, pois as taxas de juro não as têm poupado, enfim um conjunto de problemas que parecem não ter resolução aparente. Não quis com isto dizer, que sou contra a nova lei das rendas, mas sim que elas tem muitas coisas boas, como por exemplo a possibilidade de o inclino poder comprar a habitação em caso de esta estar em mau estado e o senhorio não a querer reabilitar, como tem também coisas más, como a possibilidade referida anteriormente relativa à diminuição da natalidade.
Saudações Socialistas

2 comentários:

  1. Duas correcções:

    1 - Não confunda envelhecimento da população (relação entre jovens e idosos) com crescimento natural da população (diferença entre nascimentos e óbitos)!
    A população portuguesa está, de facto, a envelhecer. Isto significa que a proporção entre o número de jovens e o de idosos está a agravar-se, ou seja, o número de idosos é superior ao número de jovens e a diferença está a aumentar.

    2 - A baixa da natalidade pouco tem a ver com a situação económica do país ou com a questão habitacional, nos termos que a coloca! (Senão, veja o caso de outros países europeus com crescimentos assinaláveis do produto interno bruto.) O grande problema é a inexistência de uma verdadeira política de natalidade, transversal às inúmeras dimensões da questão. Por enquanto, o que nos safa é a imigração...

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  2. Caro Pedro Almeida, a população não está velha, ela está é a envelhecer, ou seja, cada vez, há mais idosos. Os números que estive a ver, relatam o relacionamento dos óbitos com os nascimentos, e fazem também um comparativo entre os idosos e os jovens, onde as percentagens são idênticas, mas com uma diferença, que é a idade dos idosos ir muito mais além que a idade dos jovens. Este sim, é o indicador que faz toda a diferença, pois é possível ser idoso dos 60 aos 100, mas só é possível ser jovem dos 14 aos 30, pois os que têm menos de catorze são crianças, e neste último dado o número de nascimentos é superior ao número de óbitos. Quanto ao facto de o Pedro achar que a natalidade nada tem a haver com as questões económicas e da habitação, a questão é curiosa, pois nestes últimos anos o aumento das necessidades de consumo disparou em todo o mundo, nomeadamente nos países com um assinalável crescimento económico. Vivemos na chamada sociedade consumista, onde o acto de consumir serviços, bens duradouros ou não duradouros em grande escala, implica ter poucos filhos o mesmo até nem ter nenhum. A meu ver, a conjuntura económica tem toda a relevância para a natalidade, pois a boa qualidade de vida é uma coisa que quase todos, ou mesmo todos pretendem. Quanto às políticas natalistas, estou de acordo com sigo que estas deviam existir, mas com a actual conjuntura económica isso parece-me pouco viável, uma vez que estas são muito dispendiosas e não simbolizam um aumento da riqueza criada. As políticas natalistas poderão simbolizar um aumento das despesas do estado em áreas como a educação, a saúde e a própria habitação social, e estas são necessidades para muita gente, daí a minha posição.
    Caríssimo Pedro Almeida, saúdo a sua participação neste blog, pois parece-me uma pessoa dotada de um bom espírito reflexivo e crítico, e são pessoas como você que fazem falta a este blog, saudações e volte sempre que desejar.

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